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ARTIGO – O medo de investir e a “zona de conforto” te levam ao empobrecimento

Há pessoas que realizam aplicações de maneira conservadora e outras que são completamente inertes. São comportamentos distintos

Por Redação GuarulhosWeb

16 de Julho de 2020 as 10:34

Se você é daquelas pessoas que desejam aumentar seus rendimentos, mas tem medo de aplicar o seu dinheiro ou acha que não vale a pena sair da acomodação, esse texto vai te ajudar a tomar decisões mais assertivas sem tantas preocupações.

Para tanto, algo precisa ser definitivamente desmistificado. É necessário entender que há pessoas que realizam aplicações de maneira conservadora e outras que são completamente inertes. São comportamentos distintos.

Na condição de planejadora financeira, escuto muito a seguinte frase: “Ah, eu não invisto muito porque sou conservador”. Mas, desde quando perder dinheiro por deixar de investir é ser conservador? Ou, ainda, desde quando, ser conservador é comprar um imóvel, correr o risco de não alugá-lo e perder dinheiro com ele parado? Isso, definitivamente, não é conservadorismo. É, na verdade, uma zona de conforto perigosíssima, que pode te levar ao empobrecimento.

Ser conservador é aplicar seu dinheiro de maneira cautelosa, com os pés no chão e assumindo menos riscos de perder rendimentos. É um perfil que aplica em um fundo de longo prazo, por exemplo. No qual ele sabe o quanto vai receber daqui a 5 ou 10 anos.

Em contraponto a esse investidor, há os que preferem aplicar em negócios que oferecem mais riscos de perdas, mas que ao mesmo tempo apresentam chances maiores de ganhos altos. Eles assumem tal responsabilidade porque seu perfil é mais arrojado. Eles têm consciência do risco, mas apostam na chance de uma liquidez maior. É o caso de quem aplica em ações, por exemplo.

Na hora de investir, não há um perfil certo ou errado. Você pode ser conservador ou ousado. O que não pode é deixar o medo te paralisar e ficar na zona de conforto, onde acabará “atendido” por algum produto que não faz seu dinheiro crescer, apesar de ser vendido como tal.

É preciso deixar a inércia e buscar informações. Vivemos tempos de acesso relativamente fácil a opções de investimentos que podem ser personalizados exatamente para o que você precisa. Não há desculpas para perder tempo quando o assunto é aplicação financeira. Afinal, a gente nunca sabe quando vai enfrentar uma crise, como essa do coronavírus, responsável por fechar quase 8 milhões de vagas de trabalho somente no Brasil, segundo o IBGE.

Sem emprego e com dificuldades de se recolocar no mercado de trabalho, você precisa ter um dinheiro reservado para não passar aperto. E essa reserva pode vir justamente de uma aplicação bem-feita. Por isso, não tenha medo e nem se acomode. Com uma postura ativa, você pode aumentar consideravelmente suas possibilidades.


Daniella Rolim, CFP®, é graduada em Administração de Empresas, pós-graduada em Banking e tem MBA em Gestão de Negócios e Finanças. Educadora financeira formada pela DSOP, é planejadora financeira com certificação internacional CFP e diretora comercial da Flap Capital