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'O Eclipse’, de Antonioni, é atração do Telecine Cult

TV; o Eclipse

Por Luiz Carlos Merten

30 de Julho de 2020 as 07:13

Em 1962, o Brasil recebeu sua única Palma de Ouro no Festival de Cannes, e foi pela transcrição da peça O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, por Anselmo Duarte.

A tragédia de Zé do Burro! O Cristo terceiro-mundista, Leonardo Villar entrando na igreja, amarrado à cruz, nos braços do povo.

Naquele ano concorriam grandes diretores, entre eles Michelangelo Antonioni, com o fecho da sua famosa trilogia da solidão e da incomunicabilidade.

O Eclipse é a atração desta quinta, às 13h, no Telecine Cult.

Três anos antes, Antonioni fora vaiado em Cannes com A Aventura.

Pouca gente avalizou que ele estava iniciando uma das revoluções estéticas mais importantes do cinema.

Na sequência vieram A Noite e O Eclipse.

Três filmes que formavam um bloco de extraordinária coerência.

Os temas dos casais héteros, a crise dos sentimentos.

Piero e Vittoria em O Eclipse - Alain Delon e Monica Vitti vivem uma ligação sem futuro.

No final, a câmera percorre os locais agora vazios onde ambos se amaram.

O eclipse da humanidade? O Eclipse dividiu com outro filme exigente - O Processo de Joana DArc, de Robert Bresson - o prêmio especial do júri de Cannes naquele ano.

Entre os seus integrantes, estavam o escritor Romain Gary e o diretor François Truffaut.

As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.