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Moro confronta Aras e diz não haver 'nada de concreto' sobre desvios na Lava Jato

ARAS/LAVA JATO/MORO/ANPR/RESPOSTA

Por Redação

30 de Julho de 2020 as 14:31

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro rebateu mais uma vez as alegações do Procurador-Geral da República, que falou em 'caixa de segredos' da força-tarefa em Curitiba.

Em seu perfil no Twitter, Moro disse que, confrontado, Aras 'nada tem de concreto' sobre os supostos desvios da força-tarefa.

Na postagem feita na noite desta quarta, 29, o ex-juiz federal afirmou ainda que a base de dados da operação em Curitiba é 'extensa' - segundo Aras têm 450 terabytes de informações e dados de 38 mil pessoas - em razão de a Lava Jato ser a 'maior investigação sobre corrupção do mundo'.

Na manhã desta quarta, 29, Moro já havia afirmado 'desconhecer segredos ilícitos' da operação que comandou por mais de quatro anos, destacando que a mesma 'sempre foi transparente' e teve decisões confirmadas por tribunais superiores.

Em transmissão ao vivo realizada nesta terça, 28, Aras disse que a Lava Jato teve um papel relevante, mas, segundo ele, 'deu lugar a uma hipertrofia'.

O PGR chegou a dizer que é necessário corrigir desvios e superar o chamado 'lavajatismo'.

Sobre os dados da força-tarefa de Curitiba, o PGR afirmou: "Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios.

Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos", afirmou.

As alegações do PGR, feitas em transmissão ao vivo do Grupo Prerrogativas, motivaram reações de diferentes integrantes do Ministério Público Federal.

As força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e São Paulo chamaram os ataques de Aras de 'genéricos', 'declarações infundadas' e 'ilações'.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também se manifestou, tecendo elogios à Lava Jato e repreendendo 'tentativas de enfraquecimento da sua atuação'.

A associação destacou ainda que o trabalho dos procuradores é submetido à avaliação contínua da Corregedoria do MPF e do Conselho Nacional do Ministério Público.

"Neste ano, aliás, houve correição em todas elas, não havendo sido identificado qualquer fato que autorize a desqualificação do trabalho por elas realizado e muito menos a imputação de pechas de ilegalidade e/ou clandestinidade em sua atuação", diz o texto.